SOM FORTE VS SOM REFINADO

Podemos dizer que música é a arte mais antiga, mais consumida, mais universal e mais encantadora que existe. Há evidências de instrumentos musicais com dezenas de milhares de anos. Porém o sistema de reprodução (áudio) só veio há pouco tempo. Até então, para ouvir música, só ao vivo em dias especiais ou, cada um que tocasse seu próprio instrumento. Ou cantava-se batendo palmas.
É muito comum nós compararmos áudio a outras artes como gastronomia, bebidas e afins. De certa forma, as analogias são bem aplicáveis e nos ajudam a entender melhor o que esperar e o que não esperar de cada tipo de projeto.
Não vemos o SPL como algo ruim, muito menos o trio elétrico. Acreditamos que cada um tem suas preferências e em determinadas fases de nossas vidas, já fomos mais voltados a volume sonoro bruto do que para qualidade. Respeitando o próximo e usando com ponderação, todos os sistemas de áudio são fascinantes.
Quando éramos adolescentes, bonito era colocar 2 kgs de comida no prato (ou mais) e raspar tudo com o garfo. Faz parte da vida. Entretanto, conforme vamos ganhando maturidade, percebemos que comer na medida certa e trocar ingredientes simples em grande quantidade por ingredientes mais saborosos e nobres com qualidade, sabor, harmonizações de temperos e ingredientes torna a arte de comer em algo muito mais interessante e prazeroso. Se antes o legal era sentir o umbigo fazendo bico depois de devorar 3 kgs de arroz, feijão, bife e batata frita, hoje o gostoso é saborear uma combinação esplendorosa executada com maestria por algum cozinheiro/chef. Em áudio, aquele som potente passa a só ter graça quando você o usa "torando" em alguns dias. Na maioria do tempo você não desfruta dele, pois "haja churrascos e festinhas" para usar seu som potentão, poderosão e, bem carão.
Mentira? Bem, a maioria dos aficionados, tarados, obcecados por audiofilia hoje começaram no mundo do som automotivo querendo SPL, volume sonoro e muito treme-treme. Há exceções? Sim. Mas a maioria também já teve seu momento "quero disparar alarmes", principalmente no começo.
500 gramas de pão alimenta tanto quanto 500 gramas de camarão, picanha maturada, etc. 5 doses de whisky nacional cuja garrafa custa 20,00 lhe deixarão tão embriagado quanto 5 doses de um whisky 25 anos nobre. A questão então passa a não ser mais quantidade e sim qualidade. Faz parte da nossa maturidade e evolução.
A ciência já provou que o melhor volume para se ouvir música sem saturar os ouvidos, sem ter dor de cabeça, sem que seus tímpanos comecem a perder a sensibilidade para detalhamentos musicais e outras nuances musicais é entre 90 e 100dB. Assim como um prato entre 300 e 600 gramas de comida é a proporção ideal média a se comer.
Bem, notamos então que um som de alta definição será usado por muito mais tempo e constância que um som de festa ou de "zoeira". Lhe trará muito mais benefícios diretos e será usufruído em sua plenitude, valendo cada centavo investido.
Fora isso, música em alta definição também é um agente de grande peso no quesito qualidade de vida. Só quem tem som HD sabe disso. Enquanto todos se enervam e se estressam no trânsito pesado, caótico, ou em viagens longas, nós temos nosso estado de espírito bem influenciado positivamente com um áudio que toca nosso âmago, aliviando o estresse diário ou, simplesmente nos animando para uma festa ou no congestionamento de sexta feira após o trabalho.


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